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Ulume e de Munakazi estão ligados pelo destino, mas nada será fácil para eles. Em dialetos africanos, os nomes dos dois quer dizer, respectivamente, homem e mulher, e como tantos homens e mulheres no mundo, os dois vivem uma história que acaba se confundindo com a história de sua terra. Ulume é um homem já maduro, casado com Muari, mas disposto a casar de novo com a jovem Munakazi, numa Angola onde a tradição ainda permite a poligamia para os homens.
Ao mesmo tempo, dois exércitos, os “nossos” e os “inimigos”, travam uma guerra civil em todo o país, que aos poucos vai destruindo a vida de um povo que nada tem a ver com toda essa disputa e nem mesmo sabe dizer quem são os “nossos” e quem são os “inimigos”. Só sabem que qualquer dos dois exércitos que apareça no kimbu, a tribo deles, significará roubos e mortes que deixarão marcas nas vidas desses moradores. O kimbu onde vivem ainda conserva as tradições, mas Munakazi representa a modernidade. Munakazi representa a nova mulher, forte, independente, deixando Ulume perdido entre a tradição e os novos tempos. Dentro de tantos dilemas, de tantas dificuldades, o homem só pode contar com a ajuda de um cágado velho a quem ele visita quase todos os dias, desde criança.
O cágado, o homem e a mulher, a tradição e a modernidade, a guerra e a paz, os nossos e os inimigos, nenhum deles aqui representa o protagonista desta história. O protagonista é o tempo, que sempre mostra os caminhos a seguir. Tudo está preso ao tempo.
O livro Parábola do Cágado Velho, do angolano Artur Carlos Mauricio Pestana dos Santos, conhecido como Pepetela, é um dos representantes da nova literatura de língua portuguesa que desperta no continente africano. Junto a Pepetela, temos o também angolano José Eduardo Agualusa, o português criado em Angola, José Luandino Vieira e o moçambicano Mia Couto, que juntos, cada vez mais, fazem com que essa literatura luso-africana conquiste espaço onde a cultura africana pouco tem de representatividade.
Sobre o livro, Pepetela nos diz que ele “deve ser lido e esquecido logo que fechado. Para que não desperte os maus espíritos da intolerância e da loucura. Os mais velhos sabem, não devemos relembrar aquilo que nunca aconteceu”.
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Em a parabola do cagado velho, os nomes das personagens são muito bem escolhidos, isto é de acordo com a acção ou a função que cada um desempenha na história. E na cultura angolana isto é bem visível, sobretudo quando nascem gémeos, trigémeos, único rapaz da família, única rapariga ou uma rapariga que nasce entre gémeos ou entre dois homens.Essas pessoas têm sempre nomes mitologicos.
Comentário por Garibaldina Julho 23, 2008 @ 5:00 amPepetela aborda isso nessa obra de uma maneira alegórica.
No livro “A parabola do cagado velho”é um livro muito bom de se ler mesmo ele sendo angolano contendo palavras incomuns no Brasil muito dificeis de serem interpretadas ele continua sendo um livro em que introsamos na historia.
Comentário por Fellipe Novembro 17, 2008 @ 8:18 pmCriado por Arthur Carlos Mauricio Pestana dos Santos mais conhecido por Pepetela nascido na Angola um dos grandes representantes na literatura moderna portuguesa encantando todo o mundo com suas obras.
Naum entendi nada..’!
Comentário por Manuela Dezembro 4, 2008 @ 2:45 pmPodia ser mais claroo..
Podia explicar mais..éo qeu acho..
Amei……….
Comentário por Thais Maio 3, 2009 @ 11:54 pmEsse resumo me esclareceu varias coisas que no
livro eu nao entendi, agora posso fazer minha prova de amanha com muita tranquilidade….
muita obrigado.bjos
Adorei ler o livro….
Comentário por Albertina Ferreira Agosto 21, 2009 @ 7:18 amEsse resumo ajudou bastante a compreender coisas que não tinha compreendido e pude fazer a minha prova na maior tranquilidade……..
beijos e muito obrigado.