
Quem acompanha curta-metragens nacionais já se acostumou a ouvir falar do carioca, radicado em São Paulo, Philippe Barcinski. Principalmente depois de 2001, quando o cineasta fez Palindromo, que, com uma narrativa bem inusitada, chamou a atenção de muita gente. Para quem ainda não o conhece, porém, o lançamento de seu primeiro longa-metragem, Não Por Acaso, é uma forma de começar a acompanhar sua carreira.
Tudo começou quando Philippe ganhou a Bolsa Vitae de Apoio às Artes para começar o roteiro do longa, com a ajuda de sua mulher, Fabiana Werneck Barcinski, e de Eugênio Puppo. Para um cineasta acostumado com pouco tempo, a dificuldade foi “não fazer um curta de 90 minutos”, disse. Apenas o jogo de linguagem, que ele já estava acostumado, não era o bastante, visto que em um longa, “pode se fazer a experimentação que quiser, mas precisa de um desenvolvimento dos personagens”, afirma ele. Por isso, o roteiro demorou cerca de cinco anos para “achar a sua equação temática e estética”, revela.[continua aqui]
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