O Pequeno Príncipe

Sempre tive curiosidade pelo encanto que O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint Exupéry, causa nas pessoas. Ouço falar tanto do livro, que cada vez mais a vontade de ler aumentava. Por não ter o hábito, não o li na época certa, na infância. Recentemente decidi que iria ler, mas ao pegá-lo e sentir que era realmente um livro infantil, aquela vergonha de adulto, sujeito sério que sou, falou mais alto e tentei Terra dos Homens, livro do autor para os mais crecidinhos. Primeira semana de aula, tanto a se ler, apesar do interesse não avancei na leitura.

Agora ressurgiu a oportunidade de, enfim, ler o tal sonho de consumo, e em poucos minutos concluí mais esta missão. Entendo agora este tal encanto que causa. O livro, mais aos adultos que às crianças, remete a uma ingenuidade rara, que só se encontra nos mais novos. Quando a gente cresce acaba se preocupando demais com coisas inúteis e não percebemos que existe coisas muito mais importantes a se fazer, como por exemplo, olhar mais para as pessoas.

pequeno_principe.jpg

“Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas”, diz a raposa do livro. Acho que hoje em dia isto pouco importa para a maioria. Parece muito fácil cativar e depois abandonar, e assim os corações parecem cada vez mais duros por terem sido deixados de lado. Há uma grande dificuldade naquilo que seria tão simples às crianças: manter relações independente de qualquer ideologia, gostos, livre de qualquer tipo de preconceito.

Ou não. Hoje em dia é raro ver crianças sendo crianças. Elas estão preocupadas demais em serem sérios, ganhando seu sustento, seja rebolando em algum programa dominical ou vendendo balas nos cruzamentos. Acho que mesmo as crianças precisam dessa ingenuidade que aparece no Pequeno Príncipe. Como diria Tom Zé, “ah meu Deus do céu, vá ser sério assim no inferno!”.

Me sinto aqui um pouco como um simples reprodutor de clichês, mas talvez seja um pouco mais que isso – e espero que sim. Em determinado momento, a mesma raposa, sábia raposa, disse que “o essencial é invisível aos olhos”. Acho que é preciso deixar de enxergar a vida um pouco com os olhos e passar a prestar mais atenção às coisas. Vamos ver se é tão fácil lidar com isso, afinal “sou um pouco como as pessoas grandes. Acho que envelheci”.

    • stella
    • 18 abril, 2007

    oi, Ravi, é a Stella da USP. Resolvi dar uma passada e goste muito! Bjos

    • rafaella
    • 20 novembro, 2007

    Me ajudeeeeee!!!!
    :@:@:@:@:@

  1. Lindo, me encanto por qualquer coisa do principezinho, amo mais a cada vez que leio…vjão

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