Zodíaco

zodiaco_livro.jpg

Nas décadas de 60 a 80, um serial killer aterrorizou o norte da California, sendo procurado pela polícia de várias cidades, mas nunca encontrado. O nome dele era Zodíaco. Robert Graysmith, um cartunista do jornal San Francisco Chronicle, que sempre estava a par das investigações sobre o caso, nunca se deu por satisfeito pelo trabalho policial e decidiu investigar por conta própria. O resultado é o livro Zodíaco, lançado no Brasil pela Editora Novo Conceito ao mesmo tempo em que o filme de David Fincher chega aos cinemas.

Dividido em 20 capítulos, o livro-reportagem traça de forma cronológica tudo o que Graysmith descobriu sobre o caso, de 1969, quando o assassino passou a agir como um serial killer, até 1985. Zodíaco era um criminoso preocupado em chamar a atenção, o que o fazia escrever cartas para redações de alguns jornais, um deles o Chronicles, o que permitiu um grande acesso do autor aos principais envolvidos no caso. Mesmo não sendo jornalista, mas trabalhando com eles, Graysmith apurou incansavelmente tudo o que pôde.

Metódico e detalhista, o cartunista descreve de forma minuciosa diversos momentos do que investigou. No livro, é possível ver as vítimas caminhando em direção à morte, pela forma como ele relata, rua a rua, movimento a movimento, os últimos passos deles. Os procedimentos policiais e médicos também são descritos com precisão. Diferenças entre armas, calibres e munições são contadas ao leitor para deixar mais claro o processo.

Cada capitulo é intitulado com o nome de seu personagem principal, que na maioria dos casos é o próprio Zodíaco, mas em outros momentos chega a ser vítimas ou suspeitos. Na incerteza sobre quem é o verdadeiro vilão, o autor demonstra suas teorias, principalmente nos últimos momentos do livro, sobre quem ele acha que pode ser ou não. Cabendo ao leitor o julgamento final.

Além de mapas e retratos falados, o livro é ilustrado com algumas das diversas cartas e enigmas que o assassino enviava aos jornais, à polícia, ou à cidadãos, como Paul Avery, jornalista colega de Graysmith. Avery, que aparece como elemento importante no filme de Fincher, pouco se mostra no livro. Aqui, o personagem mais recorrente é outro, o detetive Dave Toschi. Porém não se pode dizer que é o protagonista, que em alguns momentos pode ser o próprio narrador e em outros ser mesmo o Zodíaco.

Sem uma pretensão de apresentar respostas, mas apenas de detalhar os fatos, o autor apresenta ao leitor o resultado de anos de pesquisa, própria e em torno dos arquivos policiais. Os relatos imparciais, no começo da obra, vão se tornando parciais à medida que Robert vai inclinando sua busca a um ou outro elemento, mas isso sempre é deixado claro, para que ninguém seja manipulado impunemente.

  1. No trackbacks yet.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: