A Troca

No filme dirigido por um renomado diretor, Angelina Jolie interpreta o papel real de uma mulher forte, mas que não percebe esta força até que precisa dela. Sua vida é dedicada quase que exclusivamente para a pessoa que mais ama, que subitamente é levada dela. A personagem, então, faz de tudo para descobrir seu paradeiro e para exigir que a justiça seja feita, custe o que custar.

Estas palavras podem tanto descrever O Preço da Coragem, de Michael Winterbottom, ou o novo A Troca, de Clint Eastwood. Tirando um ou outro ponto, os filmes tem temáticas bastante parecidas. A grande diferença, certamente, é o peso da direção. Enquanto Winterbottom fraqueja ao dirigir alguém como Jolie, que exagera em sua atuação, transformando o dramático em ora cômico, ora vergonhoso. Já sob a batuta de Eastwood, com sua longa carreira de ator, a atriz realmente demonstra toda a dramaticidade necessária.

Nos anos 20, Christine Collins é uma mãe solteira que tem sua vida completamente transformada quando seu filho, Walter, desaparece. Depois do caso virar uma grande comoção pública, a polícia de Los Angeles, famosa pela corrupção, decide se empenhar em encontrar o garoto, e logo o faz. Porém, o menino devolvido não é Walter, mas uma outra criança. Christine, então, precisa provar que aquele não é seu filho, além de pedir que voltem a se mobilizar para achar o verdadeiro garoto.

A dureza do roteiro, que foi pensado por um acaso, deve abalar grande parte do público de uma estrela como Angelina Jolie. O filme se registra como um crescente de baques que a mãe sofre para tentar salvar a vida do filho, ante a ineficiência policial e o desinteresse político. O que se vê nas telas não destoa tanto do que ainda pode acontecer em diversas partes do mundo, mesmo no Brasil. Se a polícia não pode resolver um crime, o erro é de quem denunciou.

A história, apesar de verdadeira e de ter chocado a população no fim da década de 20, já estava esquecida. Foi um informante quem disse para o roteirista J. Michael Straczynski que haviam alguns documentos na prefeitura que ele poderia gostar de ler. Estes papéis eram as transcrições dos julgamentos do caso. A partir de então, o roteiro foi escrito e apresentado à Clint, que gostou do que viu.

O diretor, que há muito já provou que é muito mais do que um simples ator de faroeste, mostra mais uma forte história com protagonista feminina. Aliás, Clint Eastwood deixa claro que seu forte é justamente este. Mesmo que ele tenha colhido inúmeros elogios com Sobre Meninos e Lobos ou com os dois filmes sobre a guerra de Iwo Jima, é Menina de Ouro e, agora, A Troca que mais tocam os espectadores.

  1. Oba!!! O Verdade voltou!!!

  2. Bem-vindo de volta das trevas, Ravílson!

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