A Órfã

Há diferentes formas de um filme se tornar polêmico. Dentre as mais clássicas, há duas divisões bem claras para aqueles mais acostumados em assistir todo tipo de gênero. Há as obras que defendem uma causa que ainda é considerada tabu na sociedade. Ao fazer isto, acaba atraindo acaloradas discussões e a atenção da mídia. E existem, também, aqueles filmes que preferem o caminho inverso. Com a intenção de conquistar grandes bilheterias, fazer fama rápida e ter a atenção da mídia, escolhem temas polêmicos. Este parece ser o caso de A Órfã, do diretor espanhol Jaume Collet-Serra, de Casa de Cera.

No enredo, o jovem casal Kate e John acaba de sofrer uma grande perda quando ela aborta. Apesar de já terem dois filhos, os dois acreditam que aquele amor que dariam ao terceiro pode ser usado para alguma outra criança, assim decidem adotar. A escolhida é Esther, uma talentosa menina de nove anos, que aos poucos demonstra não ser exatamente quem todos imaginam. Dissimulada e maquiavélica, a garota consegue manipular todos à sua volta, jogando um contra o outro, sem que ninguém perceba que é ela quem está por trás das brigas. Quando não consegue o que quer, ela também não tem pudores em matar seus adversários.

Assim que o longa foi lançado nos EUA, organizações pró-adoção se manifestara, pedindo o boicote da obra. Todos alegavam que aquele filme apenas desestimularia os futuros pais a adotarem crianças, ainda mais as mais velhas, que tem mais dificuldade em conseguir uma família. Como toda manifestação contrária, esta apenas serviu para que o filme se tornasse manchete em todo o mundo, conquistando uma publicidade gratuita enorme, que terá como resultado exatamente o oposto do que as organizações desejam. A obra será ainda mais vista.

Assim como tantos outros casos parecidos, um filme que não tinha nenhum potencial passa a ser um grande produto por conta de manifestações contrárias. Não há muito o que se salve em A Órfã. Como filme de terror, é um desastre. A maior parte dos sustos que a plateia possa tomar, provém apenas de pegadinhas ao espectador, seja com músicas tensas, som mais alto do que o normal, ou clichês, como em uma cena logo no início do filme. Kate está sozinha no banheiro, abre uma porta espelhada, quando fecha novamente percebe que tem alguém atrás de si: seu próprio marido.

Até há questões interessantes no roteiro. Durante todo o filme se especula sobre um passado sombrio de Kate. Além disso, a filha do casal, Maxine, é surda e não se deixa claro o porquê. No entanto, não adianta o espectador aguardas explicações, elas não vêem. Talvez por preguiça do roteirista, o filme prefere ficar apenas no superficial, com uma história fraca, de mau gosto e boba. Mas, afinal, para que a preocupação com um bom roteiro, se as organizações pró-adoção já vão dar todo o público que o filme quer ter?

A Órfã (Orphan, 2009, EUA)
Direção:
Jaume Collet-Serra
Roteiro: David Johnson
Elenco: Isabelle Fuhrman, Vera Farmiga, Peter Sarsgaard
123 Minutos

    • Suelem Sousa
    • 5 outubro, 2009

    Ridículo o texto acima, quem escreveu não prestou atenção no filme, pois o que o filme relata com a “criança adotada” não desistimula adoção de crianças mais velhas não. Mostra uma mulher com um distúbio hormonal chamado hipopituarismo ao qual faz a pequena órfã parecer ser uma criança de 9 anos mas na verdade tem 33 anos. Por isso o comentário acima é ridículo, pq essa é uma doença rara! Pois até as páginas de pequisas da internet deixam a desejar sobre tal distúbio.

  1. eu gostei muito do filme a òrfâ pois e um filme cabuloso e sangenario muito irrado falo brigado pela a atençâo!!!!!!!!!!!!_l_

    • Guilherme
    • 27 dezembro, 2009

    De fato o texto é de péssima qualidade, contando, inclusive, com alguns erros gramaticais dignos de colegial. Entretanto, em nenhum momento o texto explicita a acusação de que o filme “desestimula adoção de crianças mais velhas”, como disse a colega Suelem. Apenas cita a tentativa de boicote por parte das organizações pró-adoção.
    Mas como aceitar a crítica de alguém que mal sabe escrever?!

    • Marlon Ferreira
    • 4 janeiro, 2010

    Nossa eu assistir o filme e para mim foi de ótima qualidade, é envolvente, dramático e também assustador, fiquei espantado de saber que a garota tinha 33 anos por causa do hipopituarismo, a trama é muito boa sim, a dissertação escrita acima não têm nada haver como o que o filme realmente traz, discordo de todas as palavras de que a escreveu, o filme é ótimo recomendo (ele lembra filmes, como o Anjo Malvado com o Macaulay Culkin, como muitos comentaram aqui, o texo é de péssima qualidade!

  2. Seu texto faz sentido e até concordo em algumas partes. No entanto, um filme como “A Orfã” serve apenas para isso: entretenimento. Não existe fundamento lógico para se ampliar o filme em questões maiores. O filme não trata de apenas uma criança malvada, não vou estragar a surpresa falando do seu final para quem não assistiu. Mas é preciso diferenciar certas coisas. Quem realmente tem o interesse de adotar uma criança, não vai se preocupar com um filme, que como disse, serve apenas para entreter. Aliás, o final do filme, em parte, até ajuda a separar essa questão. Abraço!

    • Eliane Macedo
    • 15 fevereiro, 2010

    Com certeza o comentário acima é ridículo. O filme não é contra a adoção de crianças maiores, pq a criança em guestão não é uma criança e sim um adulto.Eu achei o filme bem interessante.

    • liliane
    • 5 março, 2010

    eu costaria de sabe se o filmem orfa 2 vai se lançado

    • André Hickmann
    • 28 março, 2010

    O texto acima não refere se ao filme da Órfa, porque a filmagem é recheada de cenas de sutileza de terror prendendo a atenção do telespectador, pois a princípio parece ser um filme sobre adoção, mais trata se de uma uma mulher que se passa por menina para alcançar seus objetivos psicotapas. Excelente adorei!!!

  3. Gostei do filme , pois trouxe ao público uma história distinta de alguns clichês costumeiros.

  4. O texto a cima não tem nada a ver com o filme “A Órfã” devia prestar + atenção! BJS! Vivi

      • Ravi Santana
      • 17 fevereiro, 2012

      Vou prestar, Vivi. Pode deixar.
      Obrigado pela dica!

    • Mell
    • 5 maio, 2012

    Gostei muito do filme, acho que não desistimula a adoção de crianças maiores e sim uma melhor busca por informações da mesma, a única coisa que não gostei foi do marido dela ter morrido, acho que ela já estava passando por problemas demais, ele poderia ter a apoiado, entrou totalmente a favor de uma menina que mal conhecia. E quando descobre a verdade morre, qual é a graça ?

    • samuel
    • 1 novembro, 2012

    Eu gostei muito do filme, que alem de ter uma exelente historia de suspense e terror, e aprendemos sobre a doença Hipopituitarismo.
    o filme e muito bom

  5. Simplesmente a pessoa que escreveu este texto é ridícula!! Nunca li tanta besteira em toda a minha vida, assisti o filme, e gostei muito!! Com certeza não desestimulará pais a adotaram crianças, ainda mais porque Esther não é uma criança e sim uma mulher de 33 anos! Achei o texto ruim e sem argumentos!!

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