Oscar 2011 – Melhor Filme

Mesmo que a grande maioria das apostas indiquem O Discurso do Rei como o favorito aos prêmios de melhor filme e diretor no Oscar de 2011, o longa está longe de ser o melhor. O vencedor do Globo de Ouro, A Rede Social, tem um resultado bastante superior ao seu concorrente, mas é dirigido por David Fincher, que não tem a simpatia dos membros da Academia.

A disputa deve mesmo ficar entre os dois longas, e é muito difícil que algum outro venha a roubar o papel de destaque na noite de 27 de fevereiro de 2011. Mesmo assim, muitos ainda apostam as suas fichas em Bravura Indômita, o maior sucesso comercial dos irmãos Coen, ou em Cisne Negro, o pesado filme do controverso Darren Aronofsky. Os outros seis são pouco comentados e suas chances são quase nulas.

Veja a opinião do VerdadeAlternativa sobre os candidatos a melhor filme no Oscar 2011:

10. Inverno da Alma, (Winter’s Bone, 2010, EUA)
Direção: Debra Granik
Elenco: Jennifer Lawrence, John Hawkes e Garret Dillahunt
Apesar de boas atuações, uma boa história e belas imagens, o gélido filme não funciona. Pelo menos não para os quentes brasileiros. Nele, a jovem Ree tem que encontrar o seu pai a tempo, antes que ela perca sua casa, onde vive com a mãe inválida e os irmãos, e que foi dada como garantia da fiança dele, acusado de envolvimento no tráfico de drogas. Não envolve.

9. O Discurso do Rei, (The King’s Speech, 2010, EUA/Inglaterra)
Direção: Tom Hooper
Elenco: Colin Firth, Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter
Mesmo cotado por muitos como o favorito nas categorias filme, direção e ator, o longa tem um grande defeito: como todo inglês, é muito certinho. Tudo funciona bem, mas não empolga. É o tipo de filme que não há qualquer motivo para não gostar dele, mas que é facilmente esquecido. O que já é o suficiente para que seja, injustamente, o grande campeão da noite.

8. Minhas Mães e Meu Pai, (The Kids Are All Right, 2010, EUA)
Direção: Lisa Cholodenko
Elenco: Annette Bening, Julianne Moore e Mark Ruffalo
Um dos filmes mais simpáticos do ano erra feio no final, que acaba pecando por um preconceito às avessas, destruindo a boa imagem do longa. Aqui, dois irmãos, criados por um casal de lésbicas, decidem procurar o pai biológico, causando diversos problemas na família. Destaque para o clima leve, que faz com que se obtenha grandes atuações, além da forma natural como a trama é contada.

7. Toy Story 3, (2010, EUA)
Direção: Lee Unkrich
Até mesmo Quentin Tarantino considerou este o melhor filme do ano, mas seria um grande exagero premiá-lo com o Oscar principal. Melhor filme da trilogia, a animação acerta em puxar pela memória emotiva de seus espectadores que, assim, se sensibilizam ainda mais com a história dos brinquedos. O longa, no entanto, é inferior a títulos do estúdio, como Wall-E, por exemplo.

6. Bravura Indômita, (True Grit, 2010, EUA)
Direção: Ethan e Joel Coen
Elenco: Jeff Bridges, Matt Damon e Hailee Steinfeld
Talvez este filme pudesse ganhar um lugar mais honroso na lista se não fosse comparado com o original de 1969. Superior em muitos quesitos, o longa estrelado por John Wayne desaponta os fãs dos irmãos Coen. Mesmo assim, os resquícios de humor dos diretores e as grandes atuações de Jeff Bridges e Hailee Steinfeld fazem deste um grande entretenimento.

5. A Origem, (Inception, 2010, EUA/Inglaterra)
Direção: Christopher Nolan
Elenco: Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt e Ellen Page
Christopher Nolan e seu filme precisaram de muito fôlego para chegarem aos dez mais mesmo tendo estreado mais de seis meses antes do Oscar. Com o seu universo dos sonhos dentro dos sonhos, mais uma vez o diretor brinca com a mente de seus personagens e de seus espectadores em uma espetacular e bem contada história.

4. O Vencedor, (The Fighter, 2010, EUA)
Direção: David O. Russell
Elenco: Mark Wahlberg, Christian Bale e Amy Adams
Tinha tudo para que ser mais um filme de superação, contando a vida real de um lutador que deu a volta por cima, mas um detalhe fez com que este se tornasse um dos melhores filmes do ano: a brilhante atuação de Christian Bale, que chega a assustar om o seu personagem ao mesmo tempo doentio e realista.

3. A Rede Social, (The Social Network, 2010, EUA)
Direção: David Fincher
Elenco: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield e Justin Timberlake
Apenas David Fincher, com os seus roteiros e edições frenéticos – como já vimos em filmes como Seven ou Clube da Luta -, para transformar a vida de um sujeito ranzinza e sem graça em um dos melhores filmes do ano. A história do site Facebook não poderia ser contada por outra pessoa.

2. 127 Horas, (127 Hours, 2010, EUA/Inglaterra)
Direção: Danny Boyle
Elenco: James Franco, Amber Tamblyn e Kate Mara
De tão surreal que é sua história, talvez o filme não funcionasse se não fosse uma simples adaptação de um caso verídico. Como se trata da realidade transposta para a tela, o longa se torna um dos melhores e mais impactantes dos últimos tempos. A cena mais comentada, em que o personagem decepa seu próprio braço, é forte até mesmo comparada com os mais sanguinolentos filmes de terror, mas tudo ali é necessário.

1. Cisne Negro, (Black Swan, 2010, EUA)
Direção: Darren Aronofsky
Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis e Vincent Cassel
Apesar dos exageros do megalômano diretor Darren Aronofsky, a história da bailarina que precisa enfrentar seus próprios medos e limitações para conquistar um importante papel consegue superar qualquer um dos outros indicados deste ano. A força psicológica do roteiro, aliada à assombrosa atuação de Natalie Portman, coloca o filme em um patamar que nenhum outro americano consegue alcançar.

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