Arquivo para julho \27\UTC 2011

Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger)

Desde que Homem de Ferro se tornou um grande sucesso nos cinemas, aumentaram as chances de levar a história de Os Vingadores para as telas. Assim, pouco a pouco a Marvel está apresentando melhor ao público de hoje seus maiores heróis, para enfim chegar ao momento de ter todo o grupo junto em um filme. Com o milionário Tony Stark bem representado por Robert Downey Jr., em um filme que também mostra Nick Fury, vivido por Samuel L. Jackson, e com Wolverine já popularizado pelos X-Men, faltava trazer outros nomes, como acontece em Capitão América – O Primeiro Vingador.

Criado em 1941, quando os Estados Unidos viviam o terror pré-Segunda Guerra, o herói foi um dos que serviram para aumentar o ânimo da população do país. Na história, Steve Rogers é um garoto fraco e desajeitado, que sonha um dia se juntar ao exército para ajudar seu país na guerra contra o nazismo. Sua coragem e insistência faz com que ele seja escolhido como cobaia de um experimento que planeja criar um exército de supersoldados, através de um soro que potencializa os atributos físicos e psicológicos de quem o recebe.

No filme, o escolhido para viver o personagem foi Chris Evans. Já com alguma experiência em salvar o mundo como o Tocha Humana de Quarteto Fantástico, o ator não teve dificuldades para convencer na pele do Capitão América. Apenas nas primeiras cenas é que soa falso ver Evans como um baixinho fracote de apenas 40 quilos, resultado de um trabalho de efeitos especiais que não se mostra assim tão eficaz como os outros do resto da obra. Porém, os momentos cômicos vividos pelo garoto neste momento fazem com que o público até esqueça deste deslize.

Se o filme é apenas uma introdução para que o público fique aguardando a chegada dos Vingadores, que deve ser lançado em 2012, não quer dizer que tudo seja fácil para Steve Rogers. Uma vez dentro do exército, e transformado em super-herói, o jovem precisa enfrentar o egocêntrico nazista Johann Schmidt, vivido por Hugo Weaving. Tendo também recebido o mesmo soro que deu força ao Capitão América, o vilão se torna o poderoso Caveira Vermelha. Ao lado do herói, no entanto, está um grupo de corajosos soldados, a bela oficial Peggy Carter (Hayley Atwell), além do excêntrico Howard Stark (Dominic Cooper).

Se na década de 40 ainda não existia O Homem de Ferro, Robert Downey Jr. dá lugar a Cooper, que vive o pai de Tony Stark, mas com as mesmas características do herói. Milionário, apaixonado por tecnologia e armas, Howard dá bem a noção da origem do personagem que fez tanto sucesso nos dois filmes de Jon Favreau. A diferença entre as obras de Favreau e este, dirigido pelo especialista em efeitos especiais Joe Johnston, porém, é que desta vez não estamos diante de uma história tão completa.

Mesmo que a origem do Capitão América seja contada de forma episódica, com começo, meio e fim, fica claro que não passa de um tira-gosto. Muitos dos personagens não tem uma apresentação mais detalhada, como o melhor amigo de Steve, Bucky Barnes (Sebastian Stan), ou o curioso soldado que ajuda o herói a derrotar seus inimigos, Dum Dum Dugan (Neal McDonough). O que dá a entender que a Marvel prefere deixar várias pontas soltas para a origem de outros filmes além de Os Vingadores.

O final, no entanto, deixa claro que é apenas por causa de Os Vingadores que o filme existe. Se muitos longas de super-herói indicam de forma indireta que virá uma sequência, desta vez as últimas cenas deixam isso mais do que explícito, não apenas com os acontecimentos, mas também com o letreiro dizendo que o herói volta no próximo filme. Então, como um filme único, Capitão América – O Primeiro Vingador não satisfaz, mas como uma apresentação da próxima obra, o longa deixa tanto os fãs, como aqueles que pouco conheciam o personagem, com água na boca para saborear o que ainda está por vir.

Assista ao trailer:

Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger, 2011, EUA)
Direção:
Joe Johnston
Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely
Elenco: Chris Evans, Hugo Weaving e Hayley Atwell
125 Minutos

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Assalto ao Banco Central

Na busca por um cinema comercial de qualidade, Assalto ao Banco Central faz com que o Brasil dê mais um passo a frente, chegando mais perto de ter o apoio sem preconceitos da plateia do próprio país. Mesmo que o filme tenha claras referências ao cinema hollywoodiano, o diretor Marcos Paulo consegue dar um toque brasileiro à história e, independente da bilheteria, o longa pode sim ser visto como um blockbuster, mesmo tendo alguns pontos negativos em sua trama.

Inspirado em uma história real ocorrida em 2005, no Ceará, o filme mostra um grupo de bandidos que comete um dos maiores roubos a banco do mundo. O líder, Barão (Milhem Cortaz), tem a certeza de que este é o crime perfeito, já que está tudo bem planejado, desde contratar um engenheiro para cavar um túnel até o cofre do Banco Central, até o que fazer lá dentro. Com informantes na instituição, ele sabe exatamente como agir no roubo, que deve acontecer em um sábado para que seja descoberto apenas na segunda-feira, quando eles já estiverem longe.

Para isso, o bando cria uma empresa fictícia, diminuindo as suspeitas pela enorme quantidade de terra tirada do túnel. Mesmo com o plano do chefe, o grupo acaba tendo desentendimentos, principalmente com a presença de Leo (Heitor Martinez), um ex-policial, e de Devanildo (Vinícius de Oliveira), um crente certinho cunhado do Barão, que não sabe do roubo. Enquanto os criminosos levam mais de R$ 160 milhões, os policiais Chico Amorim (Lima Duarte) e Telma (Giulia Gam), tentam desvendar a mente e o paradeiro deles.

Mesmo com um início frio, Assalto ao Banco Central logo cresce e conquista a simpatia do espectador, principalmente quando perde sua linha cronológica. O recurso de edição, que pode deixar parte do público um pouco confusa em muitos momentos, é também o ponto mais forte do filme. Não existe um começo, meio e fim, mas uma série de cenas encadeadas que aproximam a obra de um thriller de ação, algo pouco visto no cinema brasileiro.

Talvez Marcos Paulo tenha conseguido com este filme o que nenhum outro diretor com a mesma origem teve. Apesar de ter um enorme apelo comercial, o longa foge tanto de uma estética de televisão, como de um viés artístico. Não há como não comparar a obra com filmes americanos, mas o humor tipicamente nacional tira esta impressão de uma cópia em pouco tempo, sem que para isso tenha sido necessário o tom de chanchada, ainda muito usado no cinema do Brasil.

Assim, o longa consegue ter uma cara de um verdadeiro blockbuster nacional, gênero tão procurado pelos produtores, mas tão raro de se encontrar a fórmula. Se o roteiro falha e apresenta soluções fáceis em muitos pontos, acaba também não sendo tão difícil relevá-las, pela qualidade de tantos outros momentos. Mesmo que não seja uma obra fundamental dentro do cinema nacional, Assalto ao Banco Central já tem lugar como um indicativo de que o Brasil tem condições de logo concorrer com os filmes de Hollywood, sem muito prejuízo.

Assista ao trailer:

Assalto ao Banco Central (2011, Brasil)
Direção:
Marcos Paulo
Roteiro: Rene Belmonte
Elenco: Milhem Cortaz, Lima Duarte e Giulia Gam
110 Minutos

A Inquilina (The Resident)

A mente humana é capaz de nos levar muito longe, de acordo com os nossos sentimentos. Dentre eles, a solidão está entre os que podem transformar os homens tanto em seres frágeis, como em grandes monstros. E é a solidão que está no centro da narrativa do terror A Inquilina, do finlandês Antti Jokinen. Protagonizado por Hilary Swank, o longa não chega a ser uma obra assustadora, mas não desagrada quem gosta do gênero.

Hilary é Juliet, uma médica solitária que não sabe bem o rumo a tomar depois de ser traída pelo namorado em sua própria cama. Decidida a mudar de casa para esquecer do passado, ela busca um apartamento em que possa recomeçar. Apesar da dificuldade em se achar um bom lugar para morar, ela encontra um local perfeito, no prédio da família de Max (Jeffrey Dean Morgan), que vive com seu estranho avô August (Christopher Lee). Logo, no entanto, ela percebe que o que parecia ideal, pode ser um grande pesadelo em sua vida.

Como se espera de um filme de terror, principalmente destas novas safras, A Inquilina é cheio de pegadinhas no roteiro para tentar dar um nó na cabeça do espectador. Não que funcionem. Não demora muito para se perceber as surpresas que o filme têm a revelar, e mesmo na trama são rápidas as soluções encontradas para apresentá-las ao público. Após estas surpresas iniciais, no entanto, o filme acaba descambando para os sustos e a violência nas cenas.

Em um filme de terror, também não se pode faltar a sensualidade de sua atriz principal, e desta vez não é diferente. Mesmo que Hilary Swank esteja bem longe de ser uma sex symbol, as câmeras comandadas por Jokinen fazem da atriz muito mais atraente. Com cenas ousadas, mas nem um pouco vulgares, o diretor consegue um ótimo resultado sem precisar de muito. Ao lado de Swank, Jeffrey também desenvolve bem o papel do galã misterioso, mesmo sem perder o seu ar de Robert Downey Jr.. Além dos dois, o eterno Drácula, Christopher Lee, dá um ar ainda mais sombrio ao filme.

Com um bom elenco, e uma direção sóbria e, muitas vezes, eficiente, A Inquilina acaba compensando algumas de suas falhas por um roteiro sem grandes conflitos, mas é uma pena que se aproveite mal este elenco e as situações criadas pela própria história. Se pela trama não se pode esperar tanto da obra, ao menos o espectador pode ver nas telas um trabalho bem realizado e com alguns pontos positivos, que mesmo que não seja nenhum grande filme, não é motivo para se pedir o dinheiro do ingresso de volta.

Assista ao trailer:

A Inquilina (The Resident, 2011, Inglaterra/EUA)
Direção:
Antti Jokinen
Roteiro: Antti Jokinen
Elenco: Hilary Swank, Jeffrey Dean Morgan e Christopher Lee
91 Minutos

Loup – Uma Amizade para Sempre (Loup)

Talvez a metáfora mais simplista para falar sobre a confiança é através da relação com lobos. Há séculos o animal é colocado em contos para demonstrar os riscos ou vantagens de se confiar em quem está ao seu lado. Não é surpresa, então, que Loup – Uma Amizade para Sempre, primeiro longa-metragem do francês Nicolas Vanier, que tem o bicho como um dos personagens principais, também fale sobre o mesmo tema.

Membro de uma comunidade nômade da Sibéria, o jovem Sergeï sabe desde pequeno que um dos maiores inimigos que pode ter é o lobo, predador das renas que dão sustento ao seu clã. Esta certeza lhe é colocada a cada dia, até que ele recebe a maior honraria que pode ter, o de ser responsável por zelar pelas renas durante o inverno, período em que o ataque dos lobos é mais frequente. O papel é tão importante que ele até deixa de lado a bela Nastazya, que veio visitar seu clã para vê-lo.

Sozinho nas montanhas, Sergeï logo percebe a presença dos predadores. Antes de matá-los, porém tenta observá-los mais de perto, e é quando ele vê que o lobo que aparentava ser um inimigo, é a mãe de quatro pequenos filhotes. Comovido com a família, o jovem decide não apenas deixá-los vivos, mas passa a proteger os lobos, mentindo para sua família e para o seu clã. À medida que o tempo passa, no entanto, os filhotes vão crescendo, até chegar a hora que Sergeï fica entre as tradições que lhe foram ensinadas e o amor que sente pelos animais.

Como o nome já deixa subentendido, Loup – Uma Amizade para Sempre tenta uma fórmula fácil para conquistar o público pelo lado emocional, mesmo que não seja um enlatado norte-americano. Ao contrário, falado em francês e realizado na Sibéria, o longa tem uma estrutura mais próxima de um chamado filme de arte do que de um sucesso comercial, mesmo que não seja nem uma coisa e nem outra. Acaba, então que o filme consegue pouca atenção de qualquer um dos públicos.

Mesmo com suas qualidades, o filme peca por ser pueril demais. Com diálogos artificiais, o filme perde a naturalidade que seria tão fácil por ser uma história distante do grande público. Talvez até por isso, então, é difícil se conseguir uma simpatia com os protagonistas, sejam eles Sergeï e Nastazya ou os próprios lobos. Mesmo as crianças, que poderiam apreciar mais a obra, podem não se animar em vê-la, já que é um filme lento, com grandes planos e tomadas, bem diferente do que os jovens estão acostumados pela influência da televisão.

Não que o filme seja ruim, Loup é uma bela história de como podemos errar em confiar, ou em deixar de confiar em alguém, e que é muito difícil escolher com quem se pode contar. Porém, o filme parece não funcionar tão bem. Com cenários muito bonitos, o enredo parece ser superficial demais, não há qualquer profundidade na trama. Desta forma, não se permite qualquer espaço para estabelecer uma confiança na relação filme-espectador, o que acaba fragilizando o resultado final.

Loup – Uma Amizade para Sempre (Loup, 2009, França)
Direção:
Nicolas Vanier
Roteiro: Nicolas Vanier
Elenco: Nicolas Brioudes, Pom Klementieff e Min Man Ma
102 Minutos

Corações Perdidos (Welcome to the Rileys)

Toda perda que qualquer pessoa sofre pode representar um fim ou recomeço de alguma história de vida, de acordo com a forma como se lida com a situação. É mais ou menos partindo deste princípio que o diretor de videoclipes Jake Scott conta a história de Corações Perdidos. Estrelado pela musa teen, Kristen Stewart, o astro do seriado Família Soprano, James Gandolfini, e a ganhadora do Oscar, Melissa Leo, o filme mostra uma delicada relação entre três pessoas que já não tem mais nada a perder.

James é Doug, um homem de meia-idade que sofre há oito anos uma crise no casamento com Lois, vivida por Melissa. O problema começa quando a filha do casal morre em um acidente de carro aos 15 anos. Desde então, a mãe nunca mais consegue sair de casa, e a relação entre os dois se deteriora cada vez mais. Quando Doug sofre uma nova perda, ele faz uma descoberta sobre sua mulher que o deixa ainda mais abalado com a situação do casal, o que o incentiva a dar um tempo longe de casa.

Durante um evento profissional em Nova Orleans, ele conhece a stripper Mallory (Kristen Stewart). Apesar de não se interessar muito pela garota, ele acaba se aproximando dela e percebe que há algo faltando na vida dos dois. Mesmo sem o consentimento da jovem, Doug se torna uma espécie de segundo pai de Mallory, e passa a cuidar dela. Porém, apenas quando Lois se envolve nesta estranha relação, é que eles descobrem como os três podem superar as perdas que sofreram e que os fizeram chegar àquele momento.

Ao contrário de seu colega de Crepúsculo, Robert Pattinson, Kristen mostra mais uma vez que não é apenas uma estrela de um só papel. A atriz que já havia mostrado um bom trabalho em Na Natureza Selvagem, faz desta vez um papel semelhante, que da mesma forma não é uma interpretação impecável, mas está longe de ser constrangedora. Em Corações Perdidos, assim como no longa de Sean Penn, Stewart vive a adolescente que é ao mesmo tempo sedutora e inocente, e que desta forma consegue seduzir o espectador.

Da mesma maneira que a interpretação da atriz, pode-se dizer que o filme também não é uma obra-prima, mas que fica longe de ser ruim. Tocante em diversos momentos da trama, o longa cria uma empatia com o público mesmo quando seus personagens cometem erros, e mostra de uma forma singela que o vazio que fica na vida de cada um que sofre perdas, às vezes pode ser substituído, mas muitas vezes precisa apenas ser superado.

Corações Perdidos (Welcome to the Rileys, 2010, EUA/Inglaterra)
Direção:
Jake Scott
Roteiro: Ken Hixon
Elenco: James Gandolfini, Kristen Stewart e Melissa Leo
110 Minutos

Os Pinguins do Papai (Mr. Popper’s Penguins)

Toda a comoção pela presença de Jim Carrey no Brasil pouco tem a ver com o filme que ele está lançando, ao contrário dos outros astros de Hollywood que passaram por aqui recentemente, mas com toda a sua carreira antes disso. Se Os Pinguins do Papai não é um filme digno de um grande lançamento como o que aconteceu no Rio de Janeiro, também não é ruim. É apenas mais uma comédia morna, que deve agradar ao “público Jim Carrey”, e que logo estará passando na televisão nas tardes de domingo.

O astro faz o papel do Sr. Tom Popper, um atarefado homem de negócios que não tem tempo para a família e nenhum escrúpulo para conseguir o que quer. Para isso, usa o lado emocional das pessoas, contando histórias sobre o seu pai, um aventureiro que cruzou o mundo em um barco, e que por isso nunca esteve presente para cuidar do filho. Sem perceber, porém, Popper se torna ainda mais ausente para os seus dois filhos, já que não se mostra interessado na vida deles, e nas poucas vezes que tenta mostra não ter o mínimo traquejo para isso.

Quando o pai de Popper morre, ele recebe em casa a herança, um simpático pinguim. Por um equívoco, no entanto, chegam mais cinco aves na casa do empresário, o que faz com que sua vida se torne um verdadeiro caos. Sem conseguir se concentrar para o trabalho, Popper logo percebe as vantagens de ter os animais em casa. Além dos pinguins atraírem a atenção dos filhos, e da ex-mulher, por quem ele ainda é apaixonado, os bichos ainda ensinam ao homem sobre a importância de aproveitar a vida e de ter alguém para cuidar.

Mesmo com o lado excêntrico do roteiro, o filme não é tão diferente do que já foi feito em muitas outras obras, inclusive do próprio Jim Carrey. Os Pinguins do Papai pode, inclusive, ser comparado com O Mentiroso, que segue o mesmo padrão. Em ambos os filmes, um acontecimento bizarro na vida do personagem de Jim faz com que ele se afaste do trabalho e se aproxime, então, de seu filho e da ex, por quem ainda sente uma atração. Não é difícil perceber que o novo filme é uma cópia do anterior.

Claro que o fator emocional do público é ainda mais afetado quando se tem na tela seis pinguins. Os animais fazem com que este filme tenha um apelo ainda maior do que O Mentiroso, mesmo que não seja um filme melhor, ou pior. Os Pinguins do Papai é apenas uma comédia leve para passar o tempo e ser esquecida em pouco tempo. Quem sabe tão pouco tempo que ainda seja possível que o quase cinquentão Jim Carrey ainda possa fazer mais um filme com a mesma história, ainda que com alguns disfarces, como é o caso agora.

Os Pinguins do Papai (Mr. Popper’s Penguins, 2011, EUA)
Direção:
Mark Waters
Roteiro: Sean Anders
Elenco: Jim Carrey, Carla Gugino e Angela Lansbury
94 Minutos

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