Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger)

Desde que Homem de Ferro se tornou um grande sucesso nos cinemas, aumentaram as chances de levar a história de Os Vingadores para as telas. Assim, pouco a pouco a Marvel está apresentando melhor ao público de hoje seus maiores heróis, para enfim chegar ao momento de ter todo o grupo junto em um filme. Com o milionário Tony Stark bem representado por Robert Downey Jr., em um filme que também mostra Nick Fury, vivido por Samuel L. Jackson, e com Wolverine já popularizado pelos X-Men, faltava trazer outros nomes, como acontece em Capitão América – O Primeiro Vingador.

Criado em 1941, quando os Estados Unidos viviam o terror pré-Segunda Guerra, o herói foi um dos que serviram para aumentar o ânimo da população do país. Na história, Steve Rogers é um garoto fraco e desajeitado, que sonha um dia se juntar ao exército para ajudar seu país na guerra contra o nazismo. Sua coragem e insistência faz com que ele seja escolhido como cobaia de um experimento que planeja criar um exército de supersoldados, através de um soro que potencializa os atributos físicos e psicológicos de quem o recebe.

No filme, o escolhido para viver o personagem foi Chris Evans. Já com alguma experiência em salvar o mundo como o Tocha Humana de Quarteto Fantástico, o ator não teve dificuldades para convencer na pele do Capitão América. Apenas nas primeiras cenas é que soa falso ver Evans como um baixinho fracote de apenas 40 quilos, resultado de um trabalho de efeitos especiais que não se mostra assim tão eficaz como os outros do resto da obra. Porém, os momentos cômicos vividos pelo garoto neste momento fazem com que o público até esqueça deste deslize.

Se o filme é apenas uma introdução para que o público fique aguardando a chegada dos Vingadores, que deve ser lançado em 2012, não quer dizer que tudo seja fácil para Steve Rogers. Uma vez dentro do exército, e transformado em super-herói, o jovem precisa enfrentar o egocêntrico nazista Johann Schmidt, vivido por Hugo Weaving. Tendo também recebido o mesmo soro que deu força ao Capitão América, o vilão se torna o poderoso Caveira Vermelha. Ao lado do herói, no entanto, está um grupo de corajosos soldados, a bela oficial Peggy Carter (Hayley Atwell), além do excêntrico Howard Stark (Dominic Cooper).

Se na década de 40 ainda não existia O Homem de Ferro, Robert Downey Jr. dá lugar a Cooper, que vive o pai de Tony Stark, mas com as mesmas características do herói. Milionário, apaixonado por tecnologia e armas, Howard dá bem a noção da origem do personagem que fez tanto sucesso nos dois filmes de Jon Favreau. A diferença entre as obras de Favreau e este, dirigido pelo especialista em efeitos especiais Joe Johnston, porém, é que desta vez não estamos diante de uma história tão completa.

Mesmo que a origem do Capitão América seja contada de forma episódica, com começo, meio e fim, fica claro que não passa de um tira-gosto. Muitos dos personagens não tem uma apresentação mais detalhada, como o melhor amigo de Steve, Bucky Barnes (Sebastian Stan), ou o curioso soldado que ajuda o herói a derrotar seus inimigos, Dum Dum Dugan (Neal McDonough). O que dá a entender que a Marvel prefere deixar várias pontas soltas para a origem de outros filmes além de Os Vingadores.

O final, no entanto, deixa claro que é apenas por causa de Os Vingadores que o filme existe. Se muitos longas de super-herói indicam de forma indireta que virá uma sequência, desta vez as últimas cenas deixam isso mais do que explícito, não apenas com os acontecimentos, mas também com o letreiro dizendo que o herói volta no próximo filme. Então, como um filme único, Capitão América – O Primeiro Vingador não satisfaz, mas como uma apresentação da próxima obra, o longa deixa tanto os fãs, como aqueles que pouco conheciam o personagem, com água na boca para saborear o que ainda está por vir.

Assista ao trailer:

Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger, 2011, EUA)
Direção:
Joe Johnston
Roteiro: Christopher Markus e Stephen McFeely
Elenco: Chris Evans, Hugo Weaving e Hayley Atwell
125 Minutos

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