Archive for the ‘ Lista ’ Category

10 Filmes Para Assistir Depois de Morrer

No dia de Finados todos estão relembrando seus entes queridos que já se foram, mas poucos pensam em algo importante: e quando chegar a sua vez? Temos na internet e nas livrarias listas e listas do que fazer antes de morrer. Mas e depois? Vai se acomodar? É preciso também começar a se planejar para os programas pós-vida.

Pensando nesta delicada questão, o VerdadeAlternativa prepara uma lista de dez filmes para assistir depois de morrer. Não que você não possa vê-los durante a vida. Muitos deles até são recomendados ver antes também, mas o importante é que você leve o DVD em seu caixão para se preparar para o outro lado.

1. A Felicidade Não se Compra, de Frank Capra (1946)

Ok, você morreu, a vida acabou, mas ainda fica com aquela sensação incômoda de que nada valeu a pena. Este clássico do cinema mostra como seria a vida de George Bailey (James Stewart) se ele nunca tivesse nascido. Quem sabe você se inspire, encontre um anjo como o que o personagem encontrou, e não busque saber também como seria a sua. Bem, dependendo do caso pode não ser uma boa ideia.

2. O Céu Pode Esperar, de Warren Beatty (1978)

Está certo que o título é ótimo para quem está a beira da morte, mas nem tanto para quem já passou desta para melhor. Mesmo assim, o filme escrito, dirigido e estrelado por Warren Beatty tem algo a ensinar. E se por acaso a morte se enganou e você foi na hora errada? Pior ainda, se você tem a chance de voltar para terminar sua missão e seu corpo já tiver sido cremado. Bem, nada mal fazer como Beatty e voltar na pele de um milionário, não?

3. Ghost – Do Outro Lado da Vida, de Jerry Zucker (1990)

A questão é se você foi mesmo na hora certa para o beleléu, mas deixou aqui na Terra um grande amor. Foi o que aconteceu com Sam Wheat (Patrick Swayze), que pra piorar vê a sua amada Molly (Demi Moore) sendo seduzida por um ex-melhor amigo. Se isto acontecer também com você, não precisa maldizer a hora da sua morte. Basta procurar a primeira vigarista que finge falar com os mortos. Sempre dá certo! (ao menos neste filme deu)

4. Amor Além da Vida, de Vincent Ward (1998)

Mesmo que você não consiga seguir os conselhos de Swayze, pode fazer o que fez Chris Nielsen (Robin Williams) aqui. Ainda amando muito a sua mulher, mesmo depois de morto, ele não desistiu dela. Quando sabe que Annie (Annabella Sciorra) também está morta, o personagem decide buscar pelo céu e o inferno por sua amada, enfrentando qualquer obstáculo, por mais tenebroso que possa ser. Se ele pode, não deve ser tão difícil.

5. Desconstruindo Harry, de Woody Allen (1997)

Bem, não estou aqui querendo dizer que você não foi uma pessoa correta e idônea durante a sua vida, longe de mim, mas você há de concordar comigo que há a chance de você ir direto para o inferno. Aqui Woody Allen mostra que não há tanto com o que se preocupar, já que o Diabo não é alguém assim tão difícil. Dá até para manter uma discussão filosófica com o Coisa-Ruim se você quiser, principalmente se for por uma mulher.

6. O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman (1957)

Nem todo mundo tem o azar de morrer já assim de primeira. Há aqueles que podem negociar com a morte, como no clássico filme sueco. Sim, você deve estar se perguntando se aqui não era para ser uma lista apenas de filmes para assistir depois de morrer. Você está certo, mas se Antonius Block (Max von Sydow) conseguiu jogar um xadrês com a morte para adiar a terrível hora, é sinal de que a temida senhora não é assim tão difícil de se lidar.

7. Bill & Ted – Dois Loucos no Tempo, de Peter Hewitt (1991)

Uma prova de que a morte não é tão terrível está aqui. Quando os roqueiros malucos Bill (Alex Winter) e Ted (Keanu Reeves) morrem após um plano macabro de um vilão do futuro, eles seguem os ensinamentos de Sydow, e ganham uma aliada em sua busca para voltar à vida, a própria morte. Não apenas ela, mas os dois entram em contato também com ELE, o Todo Poderoso. Após assistir a esse filme, você percebe que nem tudo está perdido depois de sua ida.

8. Dylan Dog e as Criaturas da Noite, de Kevin Munroe (2010)

Um assunto que não pode ser ignorado nesta lista é a possibilidade de você se tornar um morto-vivo. Existem muitos filmes que tratam deste tema, mas poucos podem ser úteis, já que a maioria o deixaria deprimido, ao ver que lhe resta apenas vagar pelas ruas e levar um tiro de espingarda. Aqui, porém, há um verdadeiro guia de sobrevivência para zumbis, que lhe mostra como se alimentar, tomar banho e até mesmo o que fazer se, por acaso, partes de seu corpo cairem.

9. Coisas Para se Fazer em Denver Quando Você Está Morto, de Gary Fleder (1995)

Concordo, neste filme não há nenhum grande aprendizado para quem já foi desta para uma melhor, até porque o foco está nos vivos, apesar do título, mas quem há de dizer que não dá para se refletir sobre a eternidade pós-vida em um filme com este nome? Não apenas em Denver, mas em tantos lugares do mundo, afinal não é preciso pagar passagens aéreas nem diárias de hotel quando você não mais existe. Por que não aproveitar?

10. Depois da Vida, de Hirokazu Koreeda (1998)

Caso nenhum desses filmes surtam qualquer resultado prático, a boa pedida é este longa japonês que mostra como é quando alguém morre na cultura oriental. Assistindo, você fica sabendo que todos temos que escolher o melhor momento de nossas vidas para que este seja transformado em um filme, que iremos assistir por toda a eternidade. Não é uma escolha simples, já que vamos conviver para sempre com isto. Bem, aproveite então que ainda está vivo, e crie boas opções para a escolha ser mais fácil depois.

Anúncios

Top 10 – Woody Allen

10. Um Assaltante Bem Trapalhão (Take the Money and Run, 1969, EUA)

Primeiro filme dirigido apenas por Woody Allen, neste já é possível ver o humor ácido e nonsense do cineasta novaiorquino. Feito na forma inovadora de um falso documentário sobre um criminoso fracassado, o filme é pontuado do início ao fim por piadas absurdas que se hoje ainda chamam a atenção, na época provocaram um novo olhar sobre o cinema. Se ainda não mostra um roteiro conciso, a obra ao menos já demonstra a capacidade do jovem diretor de traduzir para a tela seus números de humor que faziam sucesso nos palcos.

9. Zelig (1983, EUA)

Também feito no formato de um falso documentário, o filme vai mais a fundo neste gênero para contar a história de um homem que conseguia adquirir a aparência e a personalidade de quem estivesse por perto. O longa é considerado por muitos como uma inspiração para Forrest Gump, já que também mostra o personagem em momentos históricos. A edição faz uma colagem de entrevistas com figuras reais, vídeos históricos e encenações, de forma que torna verossímeis as mais absurdas situações.

8. Poucas e Boas (Sweet and Lowdown, 1999, EUA)

Para contar a história de um grande guitarrista dos anos 20, Woody Allen recorreu novamente ao falso documentário, mas desta vez dando muito mais ênfase para a encenação. Estrelado por Sean Penn, o longa passeia pelo mundo do jazz, na maior homenagem que o diretor prestou ao gênero musical que tanto idolatra. Talvez por não acreditar em sua capacidade de filmar uma cinebiografia séria, o cineasta preferiu criar seu próprio personagem, o que talvez tenha rendido um filme bem mais interessante.

7. A Última Noite de Boris Grushenko (Love and Death, 1975, EUA/França)

Ainda entre os primeiros filmes de Allen, este inovou pela forte carga filosófica e dramática, sem assim perder o tom cômico da maioria dos filmes do diretor. Claramente inspirado por um dos maiores ídolos de Woody, o sueco Ingmar Bergman, o longa pode ser visto como um O Sétimo Selo do humor. É com este filme que o cineasta mostra que tem um repertório intelectual bastante extenso e que é capaz de filmes mais profundos do que as comédias de situações que vinha fazendo.

6. Vicky Cristina Barcelona (2008, EUA/Espanha)

Longe da Nova York que tanto idolatra, nesta obra Woody Allen presta uma bela homenagem à Espanha. O sangue latino pulsa forte no filme, que traz os dois personagens mais destemperados já criados pelo cineastas, vividos por Penelope Cruz e Javier Bardem. A relação amor-ódio dos dois cria momentos hilários ao espectador, além de reflexões sobre a verdadeira reação do típico americano em uma relação de amor explosiva. Ainda, as cores da cidade ajudam a dar uma beleza especial ao filme.

5. Match Point (2005, EUA/Inglaterra)

Responsável pelo pela volta do interesse do público ao cinema de Woody Allen, este filme também chama a atenção por ser seu drama mais bem sucedido, dentre os que deixou de lado os esquetes cômicos. Porém, mesmo assim não inova tanto, já que como Crimes e Pecados, conta a história de um crime passional e a dúvida sobre quais serão as consequências dele. Desta vez aliado a um bom roteiro, o cineasta teve a presença de Scarlett Johansson, em uma parceria que inflou a carreira dos dois.

4. Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris, 2011, EUA/Espanha)

O último trabalho do diretor traz novamente um roteiro bem definido e maduro, quase que recontando em novo cenário e com novos personagens uma antiga história do cineasta. Desta vez o paralelo pode ser feito com A Rosa Púrpura do Cairo, tendo em vez da magia do cinema, a magia da capital francesa. O filme é, além de tudo, uma declaração de amor à cidade, uma das mais adoradas por Allen, que sempre sonhou em morar em Paris. Os personagens históricos presentes no filme ainda dão um show a parte, tornando a obra muito mais engraçada e leve.

3. Hannah e Suas Irmãs (Hannah and Her Sisters, 1986, EUA)

Impossível assistir a este filme sem notar a identidade do cineasta presente no roteiro, mesmo não sendo uma de suas típicas comédias. O filme trata de um drama familiar envolvendo traições, mas que se resolve de uma forma natural, como apenas Woody Allen parece tratar de problemas como este. Liderado pela ex-mulher do diretor, Mia Farrow, o elenco ajuda a tornar este um filme imperdível, já que ainda conta com nomes como Michael Caine e Max von Sydow.

2. Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works, 2009, EUA/França)

A última coisa que se pode pensar quando se está querendo levantar o astral é assistir a um filme sobre um pessimista suicida, a não ser que seja uma obra de Woody Allen. Neste filme, o diretor consegue fazer uma das maiores homenagens à vida já feitas pelo cinema. Para quem assiste ao filme, mesmo estando em um momento ruim, é difícil não pensar que a vida pode mesmo ser boa e que as coisas vão acabar se acertando.

1. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, 1977, EUA)

Apesar do título esdrúxulo dado no Brasil, o filme é um sensível tratado sobre a separação de um casal que percebe que não é mais possível ficar juntos mesmo após terem dedicado tanto amor um ao outro. O longa foi responsável por mostrar ao mundo um Woody Allen desconhecido, diferente daquele humorista esquisito que fazia comédias de situações. Desta vez, sem fugir de suas piadas nonsense, ele fez um contundente drama sobre relacionamento, que ainda tem como um de seus maiores destaques a presença de Diane Keaton, em seu melhor papel.

Oscar 2011 – Melhor Filme Estrangeiro

Uma das categorias mais difíceis de se prever no Oscar é a de Melhor Filme Estrangeiro. Pouco se sabe sobre quem foram os votantes, já que todos podem participar, mas apenas se tiver visto todos os indicados. O dinamarquês Em Um Mundo Melhor leva vantagem, por já ter levado o prêmio no Globo de Ouro. Biutiful, inscrito pelo México, e dirigido pelo já conhecido Alejandro González Iñárritu, também está entre os favoritos, principalmente depois do lobby realizado pela atriz Julia Roberts pelo filme.

Sem dúvida o grego Dentes Caninos é o que tem menos chances de conquistar a estatueta. O filme, que foge bastante dos padrões da Academia, já pode considerar a própria indicação como um grande prêmio. Além desses, o argelino Fora da Lei e o canadense Incêndios também tem chances de levar o prêmio para seus países, mas as expectativas são menores.

Veja a opinião do VerdadeAlternativa sobre os candidatos a melhor filme estrangeiro no Oscar 2011:

5. Dentes Caninos, (Kynodontas, 2009, Grécia)
Direção: Giorgos Lanthimos
Elenco: Christos Stergioglou, Michele Valley e Aggeliki Papoulia
Estranho que um filme como este tenha sido indicado ao acadêmico Oscar, até por ser uma produção de 2009. A ideia é boa, apesar de já ter sido usada por M. Night Shyamalan em seu A Vila, mas mal realizada. O filme conta sobre uma família em que o pai usa artifícios para isolar os filhos do resto do mundo. Poderia ser bom – e tem boas cenas – mas é de um terrível mal gosto. Não vale a pena ver.

4. Em Um Mundo Melhor, (Hævnen, 2010, Dinamarca/Suécia)
Direção: Susanne Bier
Elenco: Mikael Persbrandt, Trine Dyrholm e Ulrich Thomsen
Ganhador do Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, este tem chance de levar o prêmio aqui também, até por ter uma trama narrada sob o ponto de vista de crianças, o que historicamente agrada no Oscar. O filme tenta mostrar como bem e mal estão presentes em todos. Porém, falta profundidade no roteiro, que por diversas vezes tenta apelar para o clichê e o piegas.

3. Fora da Lei, (Hors-la-loi, 2010, França/Argélia)
Direção: Rachid Bouchareb
Elenco: Jamel Debbouze, Roschdy Zem e Sami Bouajila
Rachid Bouchareb é, talvez, o melhor cineasta dentre os cinco indicados em 2011 na categoria. Seus filmes, em geral, tratam de uma forma sincera e bem realizada as dificuldades dos povos do norte da África em contato com os franceses. Desta vez, ele conta sobre três irmãos que, cada um ao seu modo, tiveram sucesso na Europa. Sempre à margem da lei.

2. Incêndios, (Incendies, 2010, Canadá/França)
Direção: Denis Villeneuve
Elenco: Lubna Azabal, Mélissa Désormeaux-Poulin e Maxim Gaudette
Belas imagens, trilha sonora bem colocada e um bom roteiro fazem deste filme canadense uma das melhores e mais fortes produções do ano. Contando sobre dois irmãos gêmeos têm duas grandes revelações após a morte da mãe, o filme emociona do início ao fim. O final, no entanto, é uma bomba que faz o espectador esquecer de alguns deslizes do decorrer da projeção e apenas sentir.

1. Biutiful, (2010, México/Espanha)
Direção: Alejandro González Iñárritu
Elenco: Javier Bardem, Maricel Álvarez e Hanaa Bouchaib
Não haveria nome melhor para o filme, que é conduzido brilhantemente por Javier Bardem, em um de seus melhores papéis. Sem as tramas paralelas, comuns nas produções do diretor Alejandro González Iñárritu, este conta a história de um homem no limiar da marginalidade, que tem poucos dias para acertar sua vida antes de ser vencido por um câncer. Sem dúvida, o melhor filme do ano.

Oscar 2011 – Melhor Filme

Mesmo que a grande maioria das apostas indiquem O Discurso do Rei como o favorito aos prêmios de melhor filme e diretor no Oscar de 2011, o longa está longe de ser o melhor. O vencedor do Globo de Ouro, A Rede Social, tem um resultado bastante superior ao seu concorrente, mas é dirigido por David Fincher, que não tem a simpatia dos membros da Academia.

A disputa deve mesmo ficar entre os dois longas, e é muito difícil que algum outro venha a roubar o papel de destaque na noite de 27 de fevereiro de 2011. Mesmo assim, muitos ainda apostam as suas fichas em Bravura Indômita, o maior sucesso comercial dos irmãos Coen, ou em Cisne Negro, o pesado filme do controverso Darren Aronofsky. Os outros seis são pouco comentados e suas chances são quase nulas.

Veja a opinião do VerdadeAlternativa sobre os candidatos a melhor filme no Oscar 2011:

10. Inverno da Alma, (Winter’s Bone, 2010, EUA)
Direção: Debra Granik
Elenco: Jennifer Lawrence, John Hawkes e Garret Dillahunt
Apesar de boas atuações, uma boa história e belas imagens, o gélido filme não funciona. Pelo menos não para os quentes brasileiros. Nele, a jovem Ree tem que encontrar o seu pai a tempo, antes que ela perca sua casa, onde vive com a mãe inválida e os irmãos, e que foi dada como garantia da fiança dele, acusado de envolvimento no tráfico de drogas. Não envolve.

9. O Discurso do Rei, (The King’s Speech, 2010, EUA/Inglaterra)
Direção: Tom Hooper
Elenco: Colin Firth, Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter
Mesmo cotado por muitos como o favorito nas categorias filme, direção e ator, o longa tem um grande defeito: como todo inglês, é muito certinho. Tudo funciona bem, mas não empolga. É o tipo de filme que não há qualquer motivo para não gostar dele, mas que é facilmente esquecido. O que já é o suficiente para que seja, injustamente, o grande campeão da noite.

8. Minhas Mães e Meu Pai, (The Kids Are All Right, 2010, EUA)
Direção: Lisa Cholodenko
Elenco: Annette Bening, Julianne Moore e Mark Ruffalo
Um dos filmes mais simpáticos do ano erra feio no final, que acaba pecando por um preconceito às avessas, destruindo a boa imagem do longa. Aqui, dois irmãos, criados por um casal de lésbicas, decidem procurar o pai biológico, causando diversos problemas na família. Destaque para o clima leve, que faz com que se obtenha grandes atuações, além da forma natural como a trama é contada.

7. Toy Story 3, (2010, EUA)
Direção: Lee Unkrich
Até mesmo Quentin Tarantino considerou este o melhor filme do ano, mas seria um grande exagero premiá-lo com o Oscar principal. Melhor filme da trilogia, a animação acerta em puxar pela memória emotiva de seus espectadores que, assim, se sensibilizam ainda mais com a história dos brinquedos. O longa, no entanto, é inferior a títulos do estúdio, como Wall-E, por exemplo.

6. Bravura Indômita, (True Grit, 2010, EUA)
Direção: Ethan e Joel Coen
Elenco: Jeff Bridges, Matt Damon e Hailee Steinfeld
Talvez este filme pudesse ganhar um lugar mais honroso na lista se não fosse comparado com o original de 1969. Superior em muitos quesitos, o longa estrelado por John Wayne desaponta os fãs dos irmãos Coen. Mesmo assim, os resquícios de humor dos diretores e as grandes atuações de Jeff Bridges e Hailee Steinfeld fazem deste um grande entretenimento.

5. A Origem, (Inception, 2010, EUA/Inglaterra)
Direção: Christopher Nolan
Elenco: Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt e Ellen Page
Christopher Nolan e seu filme precisaram de muito fôlego para chegarem aos dez mais mesmo tendo estreado mais de seis meses antes do Oscar. Com o seu universo dos sonhos dentro dos sonhos, mais uma vez o diretor brinca com a mente de seus personagens e de seus espectadores em uma espetacular e bem contada história.

4. O Vencedor, (The Fighter, 2010, EUA)
Direção: David O. Russell
Elenco: Mark Wahlberg, Christian Bale e Amy Adams
Tinha tudo para que ser mais um filme de superação, contando a vida real de um lutador que deu a volta por cima, mas um detalhe fez com que este se tornasse um dos melhores filmes do ano: a brilhante atuação de Christian Bale, que chega a assustar om o seu personagem ao mesmo tempo doentio e realista.

3. A Rede Social, (The Social Network, 2010, EUA)
Direção: David Fincher
Elenco: Jesse Eisenberg, Andrew Garfield e Justin Timberlake
Apenas David Fincher, com os seus roteiros e edições frenéticos – como já vimos em filmes como Seven ou Clube da Luta -, para transformar a vida de um sujeito ranzinza e sem graça em um dos melhores filmes do ano. A história do site Facebook não poderia ser contada por outra pessoa.

2. 127 Horas, (127 Hours, 2010, EUA/Inglaterra)
Direção: Danny Boyle
Elenco: James Franco, Amber Tamblyn e Kate Mara
De tão surreal que é sua história, talvez o filme não funcionasse se não fosse uma simples adaptação de um caso verídico. Como se trata da realidade transposta para a tela, o longa se torna um dos melhores e mais impactantes dos últimos tempos. A cena mais comentada, em que o personagem decepa seu próprio braço, é forte até mesmo comparada com os mais sanguinolentos filmes de terror, mas tudo ali é necessário.

1. Cisne Negro, (Black Swan, 2010, EUA)
Direção: Darren Aronofsky
Elenco: Natalie Portman, Mila Kunis e Vincent Cassel
Apesar dos exageros do megalômano diretor Darren Aronofsky, a história da bailarina que precisa enfrentar seus próprios medos e limitações para conquistar um importante papel consegue superar qualquer um dos outros indicados deste ano. A força psicológica do roteiro, aliada à assombrosa atuação de Natalie Portman, coloca o filme em um patamar que nenhum outro americano consegue alcançar.

Top 10 Cinema Mundial – 2001/2010

Difícil fazer uma lista dos dez melhores filmes feitos em todo o mundo – exceto Brasil – nos últimos dez anos. Não apenas por serem muitos os que são deixados de lado pelo simples fato de que sequer consegui assistir. Mas a quantidade de filme bom e diferente faz com que seja sofrido o momento de selecionar apenas os dez e os colocar em uma ordem de preferência.

São filmes de ficção e documentários, com atores ou em animações, feitos em diversos países do mundo, da Coréia do Sul aos Estados Unidos, passando por França, Austria, Dinamarca e até Israel. Muitas vezes em co-produções que englobam outras localidades, como é o caso de A Fita Branca, feito entre Áustria, Alemanha, França e Itália. Já o filme Valsa Com Bashir, de Israel, França, Alemanha, EUA, Finlândia, Suíça, Bélgica e Austrália também é o que traz a maior diversidade por ser um documentário realizado em animação.

Importantes nomes também não poderiam ficar de fora da lista. Apesar de ausências sentidas de cineastas que tiveram grande importância na década, a lista conta com alguns dos mais importantes diretores do mundo, como Richard Linklater (Waking Life), Michel Gondry (Sonhando Acordado), Gaspar Noé (Enter The Void), os irmãos Coen (Onde os Fracos Não Têm Vez), entre outros.

Veja quais os melhores filmes da década na opinião do VerdadeAlternativa:

10. Casa Vazia (2004, Coreia do Sul)
Direção: Kim Ki-duk
Elenco: Seung-yeon Lee e Hyun-kyoon Lee
A poesia e a originalidade do cinema sul-coreano está presente no longa de Kim Ki-Duk, um dos maiores cineastas do país. No filme, um jovem aproveita a ausência das pessoas para viver em suas casas, realizando pequenos concertos. Em uma dessas residências, se apaixona pela dona.

9. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001, França)
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Elenco: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz e Maurice Bénichou
Uma das melhores comédias romanticas já feitas em todo o mundo não veio dos Estados Unidos, onde o gênero faz tanto sucesso, mas da França. É a atenção que a personagem, sob o olhar de Jean-Pierre Jeunet, dá às pequenas coisas que dá o encanto a este filme do começo da década.

8. Onde Os Fracos Não Têm Vez (2005, EUA)
Direção: Ethan Coen e Joel Coen
Elenco: Javier Bardem, Josh Brolin e Tommy Lee Jones
Apesar da violência da obra dos irmãos Coen, o filme conseguiu uma incrível projeção, sendo premiada com o Oscar de melhor filme, diretor e roteiro adaptado, além do de ator coadjuvante para Javier Bardem. Na história, um homem encontra uma mala cheia de dinheiro e passa a ser perseguido por um assassino psicótico.

7. Valsa Com Bashir (2008, Israel)
Direção: Ari Folman
Para se lembrar de um fato obscuro de seu passado, que andava lhe atormentando durante um sono, o cineasta Ari Folman prefere não recorrer à psicanálise, mas ao cinema. Ele realiza um documentário em busca de um episódio da Guerra do Líbano, que presenciou. A opção por exibir como animação não deixa o filme menos impactante, apenas ainda mais interessante.

6. A Fita Branca (2009, Austria)
Direção: Michael Haneke
Elenco: Christian Friedel, Leonie Benesch e Ulrich Tukur
O renomado diretor Michael Haneke, autor de obras-primas como Cachè, Violência Gratuita e A Professora de Piano cria sua obra mais densa contando a história de uma comunidade que é tomada por misteriosos acidentes. Mais do que quem é o responsável pelos atos, a própria reação da população já demonstra uma sociedade problemática.

5. OldBoy (2003, Coréia do Sul)
Direção: Park Chan-wook
Elenco: Choi Min-sik, Yu Ji-tae e Kang Hye-jeong
Um homem é trancado durante 15 anos em um quarto. Depois de solto, ele tenta descobrir os motivos que o levaram para aquele local. Esta busca por seu próprio pasado traz alguns dos momentos mais duros e violentos do cinema atual. Mesmo crueis, as cenas mostram uma poesia que elevaram o nome de Park Chan-wook para um dos grandes cineastas mundiais.

4. Enter The Void (2010, França)
Direção: Gaspar Noé
Elenco: Nathaniel Brown, Paz de la Huerta e Cyril Roy
Se em 2002 Gaspar Noé chamou a atenção em todo o mundo com seu Irreversível, em 2010 ele chocou seus fãs ao revelar que o filme era apenas um teste pra realizar sua grande obra. Em Enter The Void, ele filma em primeira pessoa uma viagem psicotrópica que culmina em uma experiencia de pós-morte baseada no Livro Tibetano dos Mortos, tudo na colorida Tóquio.

3. Dogville (2003, Dinamarca)
Direção: Lars Von Trier
Elenco: Nicole Kidman, Paul Bettany e Lauren Bacall
O dinamarquês Lars Von Trier inovou mais uma vez com o primeiro filme da sua trilogia sobre o modo de vida norte-americano. Sem cenários, apenas desenhos no chão, ele mostra a forma de vida de uma pequena comunidade depois da chegada de uma estranha. Apesar do sucesso, o diretor nunca conseguiu concluir a trilogia.

2. Sonhando Acordado (2006, França)
Direção: Michel Gondry
Elenco: Gael García Bernal, Charlotte Gainsbourg e Alain Chabat
Toda a inventividade que o diretor Michel Gondry usa em seus videoclipes e em filmes como Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança estão em Sonhando Acordado, que conta a história de um jovem recém-chegado à França que não consegue distinguir o que é sonho daquilo que é real.

1. Waking Life (2001, EUA)
Direção: Richard Linklater
Um dos maiores cineastas norte-americanos da atualidade, Richard Linklater cria sua obra-prima sob a forma de animação neste filme que viaja entre sonhos e discussões filosóficas. Uma obra que merece ser revista com frequência, para nos lembrarmos de nossa humanidade.

Top 10 Cinema Nacional – 2001/2010

Entre 2001 e 2010, o cinema brasileiro teve muitos momentos ruins, mas foi um período de renascimento. Se durante a década de 90, os filmes nacionais tentavam, de forma muitas vezes ainda apelativas, buscar o público que o nossas obras tinham até os anos 70, a partir de 2001, muitos filmes conseguiram espaço por sua qualidade.

Um dos primeiros a fazer isso foi Cidade de Deus, que conquistou lugar de destaque em listas de melhores filmes de todo o mundo, não apenas no Brasil. Com enfoque na violência urbana carioca, usando cenas quase documentais, o filme chamou a atenção de muitos para o cinema nacional em 2002. Poucos anos depois, seguindo a mesma técnica, foi Tropa de Elite 2 que alcançou um lugar de destaque, conquistando o posto de filme mais visto de todos os tempos nos cinemas do país, em 2010.

Entre um e outro, muitas obras chamaram a atenção dentro da cinematografia tupiniquim. Fugindo apenas do mesmo estilo de filmes, outras obras se destacaram e mostram ao público que em breve o Brasil estará produzindo um tipo de cinema que será bastante elogiado não apenas em festivais de todo o mundo, o que já acontece, mas dentre o próprio povo brasileiro, uma missão bem mais difícil.

Veja quais os melhores filmes da década na opinião do VerdadeAlternativa:

10. Apenas o Fim (2008)
Direção: Matheus Souza
Elenco: Gregório Duvivier e Erika Mader
Simples, o filme conta a separação de um casal de universitários, que discute sobre como foi o relacionamento. Filmado todo dentro da PUC do Rio de Janeiro, o longa é dirigido pelo jovem Matheus Souza, que na época ainda estudava na mesma faculdade.

9. O Signo do Caos (2003)Direção: Rogério Sganzerla
Elenco: Camila Pitanga, Helena Ignez e Otávio Terceiro
Pouco antes de sua morte, em janeiro de 2004, o cineasta Rogério Sganzerla criou esta obra-prima pouco vista. No filme, que segue a estética de seus longas anteriores, ele conta a dificuldade de um filme de passar na alfândega brasieira durante um período de ditadura.

8. Edifício Master (2002)Direção: Eduardo Coutinho
Bem antes de se tornar famoso em conversas de bares, por filmes como Jogo de Cena, o cineasta Eduardo Coutinho já criava grandes obras para as telas. Neste documentário, ele traça uma biografia de um conjunto residencial carioca através de conversas com alguns de seus moradores.

7. Madame Satã (2002)Direção: Karim Aïnouz
Elenco: Lázaro Ramos, Marcélia Cartaxo e Flávio Bauraqui
Com um trabalho estético invejável, o arquiteto de formação Karim Aïnouz conta parte da história do transformista João Francisco dos Santos na Lapa carioca do início do século XX. Além do visual, a trilha sonora também chama a atenção.

6. Linha de Passe (2008)
Direção: Walter Salles
Elenco: Sandra Corveloni, Vinícius de Oliveira e João Baldasserini
Uma família moradora da periferia de São Paulo é o centro da emocionante história contada por Walter Salles. A mãe e os quatro filhos lutam para ter um futuro apensar das inúmeras dificuldades que encontram. Dentre as esperanças, está o sonho de um deles em se tornar jogador de futebol.

5. Cão Sem Dono (2007)
Direção: Beto Brant e Renato Ciasca
Elenco: Júlio Andrade e Tainá Müller
Baseado no livro Até o Dia em que o Cão Morreu, de Daniel Galera, o filme conta a história de um homem sem muitos objetivos. Tradutor do russo, ele tem pouco trabalho e ainda menos bens. Dentre suas companhias, uma modelo apaixonada por ele e um cachorro, que o seguiu até em casa.

4. Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (2009)
Direção: Marcelo Gomes e Karim Aïnouz
A partir de cenas filmadas para outros longas-metragens, os cineastas nordestinos Marcelo Gomes e Karim Aïnouz criaram a história de um geólogo que sofre a distância da amada durante uma viagem a trabalho. Sem sequer mostrar seu protagonista, o filme emociona como poucos.

3. Bicho de Sete Cabeças (2001)
Direção: Laís Bodanzky
Elenco: Rodrigo Santoro, Cássia Kiss e Othon Bastos
A história real do adolescente que é internado em um hospício pelo próprio pai depois de ter sido flagrado com maconha se tornou um dos mais duros e melhores filmes nacionais dos últimos anos, consolidando os nomes de Laís Bodanzky, como cineasta, e Rodrigo Santoro, como ator.

2. Tropa de Elite 2 (2010)
Direção: José Padilha
Elenco: Wagner Moura, Irandhir Santos e Maria Ribeiro
Em um caso raro nos cinemas, José Padilha conseguiu fazer com que a continuação de seu sucesso de 2007 fosse ainda melhor. O segundo Tropa de Elite não apenas supera o anterior tecnicamente e na profundidade do roteiro, mas se tornou o maior sucesso de público do cinema no Brasil.

1. Cidade de Deus (2002)
Direção: Fernando Meirelles
Elenco: Alexandre Rodrigues, Alice Braga e Douglas Silva
O primeiro filme a chamar a atenção do público ao cinema brasileiro ainda se conserva como uma das melhores obras já realizadas no Brasil. A partir de relatos contados no livro de Paulo Lins, o longa conta como foi criada uma das maiores favelas cariocas e como funciona o crime no local.

%d blogueiros gostam disto: